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    Camisetas cristãs: PE & Fernanda Millioli!

    Mariana Raugust | 7 de julho de 2016

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    É com muita alegria que eu anuncio para vocês a minha mini coleção em parceria com a marca de camisetas cristãs Fernanda Millioli. Há um tempo atrás recebi alguns modelos de tshirt dela e simplesmente amei, foi aí que surgiu uma amizade bacana com a Fê. Hoje em dia temos uma variedade imensa de estampas cristãs super legais no mercado, conheço várias lojas super bombadas, com uma proposta bem diferente, alternativa. Entretanto, não conhecia nenhuma que fosse totalmente voltada para mulheres e que tivesse uma proposta da pegada fashion mesmo. Conheço marcas cristãs voltadas pro público feminino que possuem um DNA mais romântico, meigo, mas não aquela coisa de moda, sabe?

    E ao meu ver, a marca da Fê supria essa necessidade que eu sentia de encontrar camisetas que fossem bem a cara do Passarela estreita. Para quem quiser conferir, montei vários looks com os recebidos dela, ano passado, pra ver é só clicar no link aqui. A boa notícia é essa identificação com a marca gerou frutos para um projeto maior, que sempre foi um sonho para mim: fazer a diferença na vida das pessoas através da moda. Sendo assim, a Fê e eu nos unimos para lançar a nossa primeira coleção juntas. O tema escolhi? O Tempo de Deus. Foi realmente doido perceber como o Senhor cuidou dos detalhes deste processo de criação e como Ele quis “falar” com a gente através dessa mensagem.

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    Essas duas artes aí de cima foram postadas nas redes sociais como parte da contagem regressiva para a revelação dos modelos desenvolvidos e, lá no insta, escrevi um textinho que é muito sincero e eu gostaria de compartilhar com vocês:

    “O tema da coleção não poderia ser mais perfeito para nós duas. Essa palavra, que antes era um tanto vaga pra mim, passou a ser muito significativa a partir do momento em que tive experiências pessoais com Deus. Existe um tempo certo para todas as coisas e o segredo do contentamento durante a espera é estar muito bem resolvido com o que você não pode mudar e focar-se no que você pode fazer hoje. Esperar só é sinônimo de sofrimento quando você está com seus olhos fixos naquilo que não há nada a se fazer e lamento informar: quem torna tudo isso uma tortura é você mesmo. Não precisa ser assim, você pode esperar sorrindo, pode esperar cantando, pode esperar tomando os melhores cappuccinos, pode esperar dando os rolês mais legais com as pessoas que você ama, você pode esperar lendo seus livros favoritos ou caminhando em direção aos seus sonhos, ou seja, você pode esperar escolhendo não focar-se no que foge do seu controle, é tudo uma questão de escolha. O segredo da paz na espera é não viver excesso de passado, nem ter pressa do futuro, mas viver o hoje aproveitando o que você tem e deixando que Deus te surpreenda na hora que Ele quiser! Deus nos ensina a esperar porque Ele quer nos ensinar a curtir o dia de hoje e não apenas o dia em que todos os nossos desejos se tornem realidade!”

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    Bom, agora, depois de toda essa introdução, chegou o momento de revelar os modelos desenvolvidos! “Tempo de Deus” e “Tempo de amar” foram as duas frases escolhidas para estampas essas duas tshirts tão especiais para nós!

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    A estampa “O tempo de Deus”, ou “The time of Deus”, em inglês, está disponível em 3 cores: preta, branca e cinza mescla. O modelo é mais compridinho e tem uma fenda nas duas laterais. Você pode usá-la normalmente ou pode fazer um um estilo diferente com “nózinho” na frente, como mostra na foto acima. Para adquirir é só clicar aqui.

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    A segunda estampa se chama “Tempo de Amar” e é representada por um relógio vintage. As mangas possuem um acabamento especial que proporciona uma transparência delicada nos ombros. A camiseta está disponível nos tons azul marinho e vermelho. Para adquirir é só clicar aqui.

    Como é o início de uma parceria, decidimos começar aos pouquinhos, com apenas dois modelos, mas futuramente anunciaremos mais novidades! Agora fiquem ligadas lá no meu insta @passarela_estreita que postarei meus looks com as camisetas também!


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    Minhas leituras de Junho!

    Mariana Raugust | 5 de julho de 2016

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    Chegou a hora de fazer o meu tipo de postagem favorita: falar das leituras do mês! Alguém reparou que em Maio eu não produzi nenhum conteúdo desse estilo? É porque eu realmente não li nenhum livro! Hehe Para dizer que não li, eu iniciei um título, mas não consegui concluir e também li a Bíblia. Eu sou um pouco chata para leitura, sou daquele estilo de pessoa extremamente auditiva, então qualquer, eu disse q-u-a-l-q-u-e-r barulho atrapalha a minha concentração para escrever, falar ou ler. Sou bastante sensível neste aspecto.

    O estilo de conteúdo e a forma que o autor escreve também precisa me prender. O que aconteceu no mês passado (digo, em Maio) é que eu iniciei um livro nada a ver comigo e eu coloquei na cabeça que não iria ler outra coisa até terminá-lo. Aí a cabecinha dura pagou com a língua, insisti, insisti, mas não conseguia fluir naquela leitura. Se eu tivesse desistido antes, teria aproveitado bem mais o meu mês, mas eu não quis dar o braço à torcer e no fim, fiquei sem ler mais nada! Então, lição do dia: não sejam orgulhosas como a tia Mari (haha), se a leitura não está rolando, passe para outra e já era. Eu acredito muito que existem momentos certos para ler coisas certas e é bem comum a gente tentar iniciar uma leitura e no meio do caminho não rolar aqueeela identificação.

    O Augusto Cury é um bom exemplo disso, hoje eu gosto e leio muito os livros dele, mas porque é o momento certo. Eu já havia tentando ler as obras dele há alguns anos atrás e não consegui, lembro-me que na época eu achei tudo muito complexo, me esforçava, mas não compreendia a sua teoria. Então eu entendo que é muito real essa questão dos tempos, das fases, processos e estilos de cada um e isso gera grande influência no que você escolhe ler. Sendo assim, acredito que o segredo é se respeitar, entender o que mais “fala” com você e também se permitir parar aquela leitura que não flui de jeito nenhum, quem sabe em outro momento esse conteúdo não seja exatamente o que você precisava absorver?

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    Eu Amo Você. Autor: Jaime Kemp.

    Nesse mês já foi diferente! Rolou uma inspiração e tanto, rolou o meu aniversário, rolou presentes também! Para iniciar as leituras ganhei da minha mãe o clássico “Eu amo Você” de Jaime Kemp. Cresci ouvindo os meus pais falarem desse livro, eles estão juntos há 34 anos e durante o namoro eles leram juntos esta obra. Claro que, assim que abri a embalagem, já iniciei a leitura! Hehe

    Meu parecer final? Eu definiria como aquele básico “tem-que-ler”. O conteúdo é realmente prático, direto, sem muita teologia, sem muito “fru-fru”, sem muitas definições de como o homem ou a mulher pensam, sem muitos detalhes sobre como agir nos relacionamentos, sem muita psicologia, o negócio é falar de namoro, noivado, casamento e sexo de acordo com a luz da Palavra de Deus, indicando o que é certo e errado, mostrando o caminho da santidade em todo o processo e ponto.

    Particularmente o conteúdo me edificou bastante, foi construtivo, gerou uma vontade muito grande de ter um relacionamento o mais puro e santo possível (não que eu já não tivesse essa vontade, mas ela foi reforçada). E tenho certeza de que ler enquanto solteira é uma coisa, mas ler enquanto namorada, noiva será diferente, então pretendo retomar a leitura quando chegar a hora certa. No mais, recomendo muito, leiam, vale a pena!

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    O Mestre Inesquecível. Autor: Augusto Cury.

    Saindo do Jaime, fui pro Cury. Junho foi um mês forte em termos de autoconhecimento. Sou apaixonada por psicologia, tento não ficar muito tempo sem ler algum conteúdo que tem relação com a área, porque me faz bem demais compreender mais da mente humana. Esse livro, O Mestre Inesquecível é o quinto, da série chamada “Análise da Inteligência de Cristo”. Eu comecei lendo o último, mas acredito que não tem problema! Hehe

    Em geral, diria que foi a leitura mais incrível de Cury que eu peguei até agora. Fui fortemente impactada pelo conteúdo porque ele analisa a maneira que Jesus lapidou e transformou as personalidades dos seus discípulos. Durante a leitura eu chorei, ri, anotei, risquei, refleti e recebi muitos choques de lucidez. Me vi em Judas, me vi em Pedro, em João, foi simplesmente maravilhoso. Agora, uma coisa é certa, está aí mais um tipo de leitura que precisa ser lida de duas à três vezes para que você possa absorver todo o conhecimento ali compartilhado. Tenho os outros 4 livros da coleção mas, por enquanto vou dar um pause e ir para outras leituras mais lights, a mente deu uma superaquecida! Hehehe

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    Mentes Brilhantes. Autor: Augusto Cury.

    Antes do Mestre Inesquecível, li este livro, também do Cury, chamado Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas. Todos os livros desse autor são muito bons, mas alguns são mais profundos do que outros. No caso deste título, acredito que ele é o ideal para quem nunca leu nada sobre a teoria da inteligência Multifocal. Digamos que é um título de introdução para que você entenda um pouco mais do trabalho dele e passe a ler as suas outras obras com mais facilidade. Costumo dizer que todos os livros do Cury “conversam entre si”, um tem ligação com o outro, um explica algum assunto do outro e assim vai. Por isso, quem começa a ler e toma gosto pela coisa, não consegue mais parar, porque existe uma linha de raciocínio bastante interessante nos conteúdos gerados pelo psiquiatra. Eu gosto muito de tudo que o Cury escreve, sou suspeita para falar e como vocês sabem, pretendo ler todas as obras dele, ao todo são 33, algo assim, então estou no caminho da minha meta! Haha

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    Profetas da dança. Autora: Gisela Morandi Kohl Matos. 

    Não, eu não faço parte do ministério de dança da minha igreja mas, como vocês já devem ter percebido, eu sou uma grande curiosa. Gosto de saber de tudo um pouco, alguns temas eu me aprofundo, outros não, mas em geral sou interessada em aprender. Esse livro, escrito por Gisela Morandi é uma introdução para quem quer atuar no ministério de dança, a linguagem é super fácil, simples e direta. A autora mostra as bases bíblicas para explicar um pouco mais do ministério, incluindo detalhes sobre como devem ser a vestes das dançarinas, alguns testemunhos pessoais e também ensinamentos para exercícios práticos de dança. Particularmente eu gostei muito, acredito que é um excelente material para quem tem interesse na área e pretende inciar do zero. Não conheço a escritora, mas criei uma empatia por ela, suas palavras me edificaram e seu livro me tocou de uma maneira muito ímpar.

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    Bíblia em ordem cronológica.

    Por último, vamos para a Bíblia! Neste mês passei por algumas histórias bem legais. Entre elas Rute e Boaz que se destacaram (rendeu até post especial aqui no blog). Outro cara que me ministrou muito foi Gideão e agora estou entrando no reinado de Davi! É meio redundante falar que a Bíblia é bacana, que nos abençoa, nos transforma, mas eu não consigo ter outra definição para este conteúdo! A Palavra de Deus é tudo! Sigo na tentativa de concluir a Bíblia inteira ainda este ano!

    Bom gente, é isso! Espero que tenham curtido minhas leituras de Junho, agora partiu iniciar Julho!


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    Mulheres Interessantes não intimidam!

    Mariana Raugust | 1 de julho de 2016

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    Mais um podcast no ar! Hoje pra falar sobre “mulheres interessantes não intimidam”. Sei que muitas moças, principalmente as solteiras, costumam ter algumas inseguranças sobre essa questão de independência e conquistas pessoais. A maioria delas sentem até mesmo uma certa culpa por terem ido (ou quererem ir) tão longe em suas carreiras. Entretanto, eu gosto muito de pensar na mulher virtuosa como uma mulher independente, interessante, cheia de vida e de projetos pessoais!

    É por isso que hoje eu publico este podcast, para falarmos sobre outros aspectos legais dessa mulher virtuosa que é uma das nossas maiores referências!

    Para escutar, clique aqui.


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    Boaz, um homem interessante!

    Mariana Raugust | 21 de junho de 2016

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    Finalmente vamos falar do primeiro homem interessante que eu encontrei na Bíblia, o gentleman, Boaz!

    Primeiramente, Boaz era um homem de negócios, lendo a sua história, no livro de Rute, fica muito claro o motivo da sua prosperidade e sucesso profissional. Ele era um cara “cabeça boa”, generoso, justo, respeitador. Nos relatos bíblicos, é possível ver momentos em que Boaz teve a oportunidade de mostrar se ele era um homem ou um menino e ele prova que fazia parte da primeira opção. Ele não se aproveitava de ninguém, mesmo tendo muitas chances de fazer isso. Não tentava sair ganhando, mesmo sendo um homem de influência, poder e autoridade. Fazia as coisas da maneira mais correta possível, mesmo quando ninguém estava olhando. Não cria em atalhos, pois já estava acostumado com o caminho mais longo, o caminho da retidão. Não trabalhava com jeitinho, não era machista, vivia sua vida tranquilo e confiava que se ele permanecesse em santidade e fazendo o correto, Deus o honraria e assim foi. O que dizer desse homem? Está no hall dos caras interessantes, sem mais!

    1- Não se intimidava com mulheres independentes e interessantes. Existe um mito de que mulher bem sucedida, trabalhadora, independente intimida os homens. Isso não procede, o que acontece é que mulheres que conquistam seu próprio espaço intimidam meninos, mas jamais homens. Boaz não era inseguro, seu valor estava acima de dinheiro, beleza, fama. O que chamou a atenção dele não foi a pose e aparência de Rute, mas a sua determinação, proatividade. Ela não era uma mulher passiva, reativa, acomodada e convenhamos, é preciso ser um homem um tanto sensível para detectar isso em uma mulher e ainda valorizar estas características, ou seja, ele também era um cara diferenciado, seu olhar era voltado para coisas que os olhos não enxergam, que o dinheiro não compra. Ele sabia o que tinha valor de verdade. O fato de Rute acordar cedo e colocar a mão no arado não deixou ele nem um pouco intimidado, bem pelo contrário, isso fez com que ele a admirasse mais ainda e isso é o que homens interessantes fazem.

    2- Não tinha parte com a cultura do estupro. Não é de hoje que existem abusos, estupros, entre outros tipos de violência contra a mulher. A própria Bíblia relata algumas histórias muito tristes neste aspecto. Num tempo em que a sociedade era muito mais opressora e machista do que hoje, Boaz mostrou que estava muito à frente do seu tempo quando viu Rute trabalhando em sua lavoura, rodeada por homens e simplesmente não a julgou, não a considerou melhor, nem pior do que ninguém. Ao contrário, viu a dignidade nos olhos da moça, entendeu que ela queria conquistar seu espaço, ter uma uma vida melhor e ainda ordenou aos homens que a respeitassem e não encostassem na jovem.

    Outro bom exemplo é quando Rute segue o conselho de Noemi e vai se deitar aos pés de Boaz como maneira de pedir resgate. O coração daquele homem era tão puro e bondoso, que ao acordar e ver a moça, ele se admirou da sua atitude ousada e ainda sentiu-se surpreso e honrado por ela querer casar-se com ele e não com outro cara mais jovem. Não havia ninguém no local para cuidar das atitudes daquele homem, ele poderia ter agarrado Rute, se aproveitado dela, poderia ter roubado um beijinho que fosse, mas não. O cara era autorresponsável, seu caráter era incorruptível, íntegro, ele não brincava de ser homem. Ele tinha um profundo respeito pelas mulheres, ainda mais Rute, que não era qualquer uma. E alí ele já mostra que atalhos não eram com ele…

    3- Desconhecia atalhos. Boaz já era homem formado, experiente, bem sucedido, um líder. Ele não precisava se sujeitar à ninguém, mas seu caráter não permitia que ele tomasse qualquer decisão, sem antes conversas com autoridades, homens mais velhos e mais experientes que ele. Por questões legais, ele tinha o direito de ficar com Rute, já estava apaixonado pela moça e ela já havia deixado claro que também gostaria de se casar com ele. Mas ao invés de tomar a frente, apressar o casório e não prestar contas para ninguém, ele foi atrás de um outro homem que também teria o direito legal de se casar com ela, chamou mais 10 líderes da cidade e então realizou um conselho. De fato, em seu coração ele é quem queria ficar com Rute, mas sabia que todo atalho da vida nos cobra um preço maior do que o caminho certo. Sendo assim, ele fez o que era correto, expôs a situação perante os líderes e ofereceu a oportunidade do outro homem se casar com Rute, para a sua alegria, o indivíduo recusou a oferta e passou a vez para Boaz. Desta forma o negócio foi fechado, Rute e suas terras poderiam ser oficialmente dele. Boaz não sabia trabalhar com jeitinho, com corrupção, malandragem. Era homem sério e mesmo sabendo que o outro poderia aceitar se casar com a sua amada, a questão era fazer o que era justo e não o que ele queria. Moral da história, ele foi honrado por sua atitude transparente, palmas pra ele!

    4- Respeitou o passado de Rute, aceitou a sua história. Rute havia passado por um  processo muito delicado em sua vida, era viúva, estava sozinha. Nenhum luto é fácil, ainda mais naquela época em que não existia muito espaço para uma mulher se restabelecer na área financeira e emocional. Tudo o que ela tinha era Deus e sua sogra. Boaz sabia da história da moça e não a questionou, ao contrário, aceitou não apenas a jovem como também aceitou as suas marcas, suas lágrimas, suas perdas, sua trajetória, seus medos, anseios, limitações. Este foi o motivo do outro homem, que também tinha o direito legal de possuí-la, não aceitar casar-se com Rute, porque teria que assumir a sogra junto. Entretanto, para Boaz isso não era um problema, ele sabia a importância da família, sabia que ao se unir com sua futura esposa, também se uniria com aquilo que era mais importante para ela e isso inclui seus sonhos, projetos e pessoas.

    Muitas mulheres que são mães solteiras, que passaram por traumas na infância, abuso sexual, grandes perdas, temem não encontrarem alguém que as ame e aceitem como são. Pode ter certeza de que, se você se amar, valorizar a si mesma e confiar em Deus, não precisará se preocupar quanto à isso. Um homem interessante de verdade, será como Boaz e aceitará com muito prazer não só você, como tudo aquilo que faz parte da sua história. Espere por esse cara porque mulheres interessantes não buscam, elas atraem homens interessantes!

    Rute e Boaz formaram um casal bem sucedido, pronto pra fazer a diferença no mundo. Boaz era um cara surpreendente, tinha muito que ensinar para os homens, assim também era sua esposa, que não ficava nada para trás. Ambos foram exemplares em sua conduta e não é de se estranhar que sua união fosse abençoada. Que essa história nos inspire e traga boas lições!

    Se quiser, leia também sobre Rute:

    Rute, uma Mulher Interessante!


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    Você não precisa mudar (nem os outros)!

    Mariana Raugust | 15 de junho de 2016

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    Sabe aquele casal que está há muitos anos juntos, mas só depois de um belo tempo de convivência passa a entender que as brigas de um tentar mudar o outro não leva à lugar algum? Pois é, eu falo por mim, não sou casada, mas já tentei mudar alguns queridos da minha família. Foram inúmeras tentativas, estratégias e discursos na busca pela mudança do próximo e… nada de resultados positivos. Tudo passou a ser diferente quando eu entendi que ninguém muda pelo outro, mas sim por si mesmo. Quando a gente se dá conta que algo não tá legal e que não queremos mais os mesmo resultados, então, aí sim, levantamos da cadeira e passamos a ter atitudes diferentes, mas novamente digo: fazemos isso pela gente, não por terceiros.

    Quando eu entendi que não poderia mudar ninguém, mas poderia me mudar, eu comecei a fazê-lo. E “tcharãm”, o que eu sempre esperei aconteceu, as pessoas que conviviam comigo também começaram a ter uma postura diferente. A minha principal mudança nem aconteceu no sentido de agir de maneira totalmente oposta ao que eu estava acostumada, mas o cenário se transformou de verdade quando eu aceitei cada membro da minha família como eles eram e passei a entender o propósito das características de cada um.

    Meu pai me ensina a ser mais organizada, mais comprometida com horário, finanças e me ensina a proteger minhas emoções, gerenciar meu próprio eu (meu maior incentivador da parte intelectual, estudos, etcs). Minha mãe me ensina a ser mais dinâmica, mais corajosa, mais ousada, mais decidida, mais ativa (minha maior incentivadora de viagens, palestras, ministério itinerante). Minha irmã me ensina a ser mais inteligente nas emoções, mais racional, mais independente, mais crítica, analítica, reservada (minha maior incentivadora do empoderamento feminino). E eu? Ahh…eu ensino muitas coisitchas legais pra eles também! Cof, cof, modéstia à parte, todo mundo é mais conversador, contemplativo e chegado num momento de café teológico por minha causa!

    Olhando assim, parece que é o conjunto perfeito, não? De fato, hoje é, mas demorei para entender o que Deus queria trabalhar em mim através do temperamento de cada um deles. É muito bacana compartilhar com vocês que meu pai me ensina a ser mais comprometida com horários, por exemplo, mas nem sempre essa lição veio de maneira branda, tranquila, em alguns momentos foi na base do stress, da pressão e até de pequenos atritos entre nós dois na hora de sair de casa.

    Já são 25 anos observando diariamente os temperamentos dessas três pessoas (tenho mais um irmão, ao todo são 5 membros da família, contando comigo, mas ele é casado há pouco mais de 3 anos) pra hoje entender que o segredo não é dar um jeito de fazer com que as pessoas se moldem ao meu modo de ser, ao meu projeto ideal, mas é sobre estar aberta e atenta pro que cada um deles tem pra me ensinar através dos seus perfis. Deus não os colocou em minha vida sem ter uma missão maior, existem aprendizados dentro de casa que na verdade são uma preparação pra eu lidar melhor com o meu futuro marido, filhos, amigos, ministério e as vezes eu nem sei!

    Aí você pergunta, ok, Mari, mas o que isso tem a ver com o seu vídeo sobre “você não precisa mudar”? Bom, eu acredito, com todas as minhas forças, que a nossa relação com o próximo é um reflexo puro de como lidamos com nós mesmos. Sendo assim, como eu vou aceitar o outro se antes eu não me aceito? Como vou tentar parar de mudar o outro se eu não parei de tentar me mudar naquilo que eu não posso ser mudado? Como vou deixar de cobrar se ainda acho que existe um padrão que eu preciso me encaixar, se eu ainda não entendi que Deus me fez melancólico, colérico, sanguíneo ou fleumático porque era desse jeitinho que Ele iria me usar e ponto?

    Opa, aí você pergunta novamente, “mas Mari, acho que agora você falou algo contraditório, primeiro você diz que quem tem que mudar é a gente e não o outro, pra depois dizer que nós não podemos mudar?”. Existe uma regra simples da vida, e até uma oração, chamada oração da serenidade, que fala sobre isso. Basicamente tudo se resume em duas opções: existem coisas que podem ser mudadas e outras não. O segredo é ter coragem e humildade para mudar o que pode ser mudado, exemplo: seu orgulho, mentira, se tornar uma pessoa mais paciente, mais compreensiva, mais amável, basicamente alguém transformado pelo Espírito Santo, frutificando os dons que fala lá em Gálatas 5:22. E ter paciência e serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, ex: o temperamento do outro, o seu próprio temperamento, seu perfil de personalidade, sua estrutura humana.

    O problema é que a gente quer aceitar na gente o que pode ser mudado (cara de pau e preguiça) e quer mudar o que não deve ser mudado (vai entender!). O ser humano é complicado, não? Mas esse é um caminho certo pro sofrimento, minha gente e eu falo com propriedade de causa. Sabe porque existem coisas que não podem e nem devem ser mudadas em você? Porque existe algo chamado autenticidade. Eu tenho a minha maneira de ser, para alguns é legal, pra outras é chata, mas sei que tem uma galera específica que é muito tocada pelo que escrevo, ministro compartilho, porque existe identificação com a minha identidade.

    Nem todos vão me curtir e eu nem tenho essa pretensão. Esse é um dos grandes motivos de eu incentivar todo mundo a ter blog, canal no Youtube, porque eu não vou agradar a todos, meu temperamento não é absoluto, não é unânime, para alguns eu falo baixo demais, pra outros é meu jeito delicadinha de ser. Para alguns eu escrevo muito, para outros os meus posts não são o suficiente, eu deveria produzir mais. Para alguns eu sou muito parada, pra outros eu transmito paz. Para alguns as minhas reflexões geram lucidez, para outros eu sou uma “viajandona”. Entretanto eu tenho consciência de que, se eu me tornar outra pessoa, vou deixar de atingir quem já é fortemente ministrado por Deus por eu ser quem sou, ou seja, existe um grande propósito no perfil dessa Mari que vos fala. Eu não quero mudar, eu me amo assim e eu espero que você também não queira porque eu aposto que se eu te conhecesse você também teria muito para me ensinar através do seu temperamento.

    Aposto que o Senhor usaria a sua vida para que eu enxergasse muitas coisas que eu ainda não enxergo e você me faria perceber coisas em mim que eu nem sei que existem em meu interior, por isso, eu também não gostaria que você mudasse e que ninguém mais mudasse a não ser que a pessoa faça por ela mesma, porque ela quer e entende que sempre existe uma maneira de tornar-se alguém mais agradável e parecido com Jesus, certo? Espero que, através desse post o Espírito te traga uma revelação pessoal do que precisa e o que não precisa mudar. Que neste momento você seja invadido por uma paz, um amor inexplicável por si mesmo e por Deus. Assim você passará a amar incondicionalmente o seu próximo também!

    Para finalizar, quem ainda não viu, este é um texto complementar o vídeo que postei semana passada no Youtube, com o título “você não precisa mudar”, para assistir é só dar o play: